terça-feira, 16 de abril de 2019

segunda-feira



Algo rompe a fresta, o fraco e frígido patamar da segunda feira,
desloca em vazios em pés quebrados, a mesa torta, empresta
a cada canto um sentido.

Diria como manter em palavras escritas a doce dita, encurralada ao final em tardes quentes,
os sois decaídos ao canto do mar.

O amplexo me informa a nova vida em suspensão.



sexta-feira, 12 de abril de 2019

cidade de pedra



Cidade de pedra
Que nos resta, atual a sina da solidão e esvaziada a solidariedade, que fazer de nossos confortos e desilusões?
Que nos resta das mulheres infelizes?
Infinitos abandonos.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Poesia

Ia e vinha
E a cada coisa perguntava
Que nome tinha
Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Olhos



Cansam-me os olhos de tanta falta, 
De tanta ausência, 
de sol,

ao limite de ti. 

Cobertos os cabelos
esconsa a face,
em negro capuz,
na chuva, na rua, na noite,
e
sorrindo a todos os passantes, incluo-me,
Alegre tento.


Novembro 2018

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

tempo



De costas para o maciço, para as matas, para o interior a ser desbravado, a cidade ocupa o outeiro, onde a torres das duas igrejas, catedral e são Gonçalo, se enfrentam frente a frente.
Enquanto isto, um navio aguarda sua carga no canal, e o aterro do campinho, o novo parque urbano, ordena as ruas, disciplina o espaço para um pretendido novo tempo.
Ao fundo, o oceano, infinito, intemporal, encerra o tempo e o quadro.

terça-feira, 1 de maio de 2018

À Espera dos Bárbaros

O que esperamos na ágora reunidos?
É que os bárbaros chegam hoje.

Konstantinos Kaváfis

abril

Abril é o mais cruel dos meses, germina
Lilases da terra morta, misturaMemória e desejo, avivaAgônicas raízes com a chuva da primavera.


t.s.eliot